25 de fevereiro de 2026

Comissão de Saúde aprova projeto de Pasin que equipara pessoas com fissura labiopalatina às pessoas com deficiência

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta quarta-feira (25), o Projeto de Lei nº 117/2024, de autoria do deputado estadual Guilherme Pasin, que equipara às pessoas com deficiência aquelas com fenda palatina e/ou fissura labiopalatina, não reabilitadas. A proposta representa um avanço importante na garantia de direitos e no reconhecimento das limitações funcionais decorrentes. “Estamos falando de crianças e famílias que enfrentam um tratamento longo, delicado e muitas vezes distante dos grandes centros. Este projeto garante segurança jurídica e acesso efetivo a direitos para quem ainda convive com limitações funcionais. É uma medida de inclusão e responsabilidade social”, afirmou o deputado. A fenda palatina e a fissura labiopalatina, popularmente conhecidas como fissura labial ou lábio leporino, são alterações congênitas que se desenvolvem ainda no período embrionário, em razão da não fusão adequada das estruturas que formam o lábio e o palato. Ao garantir o enquadramento legal como pessoa com deficiência nos casos não reabilitados, o projeto assegura a esse público o acesso a programas, benefícios, tratamentos especiais e demais garantias previstas na legislação estadual. A matéria também autoriza hospitais, maternidades e clínicas, públicas e privadas, a notificarem a Secretaria Estadual da Saúde sobre o nascimento de crianças com fenda palatina e/ou fissura labiopalatina, medida que contribui para o aprimoramento das políticas públicas e para o encaminhamento precoce ao tratamento adequado. Embora muitas vezes associadas apenas à dimensão estética, essas condições podem gerar dificuldades de alimentação, distúrbios respiratórios, problemas auditivos, alterações na fala, infecções recorrentes, impactos na dentição, além de consequências emocionais e sociais. O tratamento exige acompanhamento multidisciplinar, envolvendo cirurgia plástica, otorrinolaringologia, odontologia, fonoaudiologia e assistência social.

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Assembleia aprova fim de contrapartida no Piseg e amplia potencial de investimentos na segurança pública

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira (24), na primeira sessão deliberativa do ano, o projeto de autoria do deputado Guilherme Pasin (PP), que retira a contrapartida obrigatória para empresas participantes do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg/RS). A medida elimina a exigência de repasse de 10% ao Fundo Comunitário Pró-Segurança Pública, valor que precisava ser desembolsado diretamente pelas empresas para aderir ao programa. Na prática, segundo o parlamentar, a contrapartida vinha limitando a participação do setor. “Com a aprovação do projeto, as empresas não precisam mais pagar uma taxa de 10% pra poderem destinar recursos à Segurança Pública. Isso acabava afastando possíveis grupos de apoio”, afirmou Pasin. Criado a partir da mobilização da sociedade civil, com participação de entidades como o Instituto Cultural Floresta, o Piseg permite que empresas destinem até 5% do ICMS devido ao Estado para a aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos para as forças de segurança. Desde sua criação, o programa já destinou mais de R$ 270 milhões às corporações. O programa possui um teto anual de R$ 120 milhões em ICMS que podem ser direcionados ao Piseg. No entanto, esse limite não vem sendo plenamente alcançado, justamente porque a contrapartida obrigatória desestimulava a adesão de empresas. Com a retirada dessa exigência, a expectativa é ampliar a participação do setor e elevar o volume de recursos destinados à segurança pública em todo o Estado. “Com essa proposta, ampliamos o acesso ao programa e fortalecemos uma política pública que já demonstrou resultados. Mais empresas poderão participar e, como consequência, teremos mais investimentos na segurança pública”, destacou Pasin. O parlamentar destaca que o fortalecimento do Piseg também poderá contribuir com a estruturação de futuras delegacias especializadas e com as medidas que vêm sendo discutidas no pacote de enfrentamento ao feminicídio no Rio Grande do Sul, garantindo melhores condições de trabalho e mais equipamentos para o atendimento às mulheres vítimas de violência. O projeto foi apresentado em 2023 e construído em diálogo com a Federação dos Conselhos Comunitários Pró-Segurança Pública do Rio Grande do Sul e com os Consepros. Antes de ir a plenário, recebeu pareceres favoráveis nas comissões de Constituição e Justiça e de Segurança Pública.

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